crenças

A conexão entre crenças e padrões de comportamento

As Crenças são estruturas importantes do comportamento, pois quando acreditamos em algo, nos comportamos de maneira congruente com essa crença.

Elas não se baseiam numa estrutura lógica de idéias e não coincidem com a realidade. Assim criamos as Crenças – uma questão de fé. Criamos argumentos lógicos para entender o comportamento que temos.

As Crenças são difíceis de serem definidas, afinal fazem parte da experiência cotidiana da pessoa. Relacionam-se com o que a pessoa pode ou não pode fazer; deve ou não deve fazer ou tem ou não tem de fazer. Podem igualmente expressar fenômenos de causa e efeito: “se isso…então aquilo”.

Identificamos uma Crença observando o que a pessoa vem tentando mudar há muito tempo sem sucesso. Quando ouvimos a mesma resposta percebemos a existência de um padrão.

Existem Crenças sobre CAUSAS, SIGNIFICADO E IDENTIDADE.

Sobre CAUSAS: quando temos a crença sobre a causa de alguma coisa. Normalmente a palavra porque, seja implícita ou explicita, indica uma crença de causa. Se acreditamos que “x” é a causa de algo, nosso comportamento será direcionado para fazer com que “x” aconteça ou não.

Sobre SIGNIFICADO: o que determinado acontecimento significa, o que é importante ou necessário?

Sobre IDENTIDADE: incluem causa, significado e limites. Elas podem ser um impedidor de mudanças, pois em sua maioria são padrões inconscientes  e que podem fazer parte de nossa identidade.

limitantePara mudarmos crenças limitantes é preciso: saber como proceder; ser congruente sobre o objetivo desejado e acreditar que é possível mudar.

As Crenças limitantes negam a mudança que desejamos obter. Quando temos certeza do nosso objetivo, o cérebro organiza seu comportamento inconsciente para poder atingi-lo. Automaticamente obtem informações autocorretivas, para que se mantenha no objetivo desejado.

As interferências sabotam nossos melhores esforços – é o lado que precisa ser desenvolvido e incorporado e não apenas destruído. Significa que um conjunto de recursos novos é necessário para se obter o estado desejado. E não esqueçamos que podemos ter benefícios com o problema que queremos superar, onde um lado nosso se opõe ao estado desejado.

As interferências podem ser de 3 tipos: um lado da pessoa não deseja a mudança; a pessoa não sabe como agir se mudar e precisa dar a chance de usar o que acabou de aprender.

 

É preciso querer mudar, saber como e se dar a chance de mudar.

A incongruência explica a dificuldade que temos em mudar certos comportamentos. Quando nossos recursos são colocados num objetivo que não tem congruência, haverá um lado nosso que lutará contra a mudança, evitando que ela aconteça.

Os conflitos internos (incongruências) podem ocorrer entre o que se deve fazer e o que se deseja fazer e entre o que se pode ou não fazer.